Por: Joelsi Costa.
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| Aglomerado de viciados |
O crack é uma droga devastadora criada a partir dos restos de substâncias de outras drogas como a cocaína. O crack é preparado a partir da extração de uma substância alcaloide da planta erytroxylon coca, encontrada na América central e do Sul.
Fumado em cachimbos, essa droga é cerca de 5 (cinco) vezes mais potente que a cocaína, sendo também relativamente mais barata e acessível que outras drogas, o crack tem sido cada vez mais utilizado, e não somente por pessoas de baixo poder aquisitivo. Assustadoramente essa droga tem se espalhado pelos quatro cantos do país, não fazendo distinção entre grandes e pequenos aglomerados urbanos, chegando inclusive a atingir zonas rurais de pequenas cidades do interior.
Hoje, cerca de 600,000 (seiscentas mil) mil pessoas são dependentes dessa
droga no país.
A droga é responsável por provocar sensações de prazer, euforia e excitação. Outra faceta é a capacidade de provocar sintomas paranóicos, quando se encontra em altas concentrações.
Perseguindo esse prazer o individuo tende a utilizar a droga cada vez com maior frequência, fazendo com que seja necessário o uso de quantidades cada vez maiores para se obter os mesmos efeitos. Em pouco tempo o viciado virará escravo da droga e fará de tudo para tê-la sempre em mãos, daí a relação destas pessoas com o crime, por tal motivo, é muito maior do que em relação a outras drogas; e o comportamento violento é um traço típico.
Neurônios vão sendo destruídos, e a memória, concentração e autocontrole são nitidamente prejudicados. Cerca de 30% dos usuários perdem a vida em um prazo de cinco anos, ou pela droga em si ou em consequência do seu uso (suicídio, envolvimento em brigas, “prestação de contas” com traficantes, comportamento de risco em busca da droga – como prostituição).
O crack deixou de ser um caso de polícia e virou um problema de saúde pública, como bem ficou demonstrado no recente discurso da Presidente Dilma.
Se nada for feito, em pouco tempo a grande maioria de jovens, crianças e adultos terão suas vidas ceifadas por essa droga maldita.
Malgrado esse debate tenha crescido nos meios de comunicação do país e do até do mundo, São Bernardo ainda parece estar aquém do problema que devasta a população jovem do município.
É notório o aumento da violência e dos zumbis (mortos - vivos) nas periferias do município pelo uso da droga que cada vez mais se firma como meio de negocio entre os traficantes da cidade.
Os agentes públicos (prefeito, vereadores, policia, ministério público e judiciário) parecem fechar os olhos para a situação e não percebem as vidas que estão sendo ceifadas por tão devastadora droga. Não se percebe um debate em relação ao tema, talvez por ser na sua grande maioria usuários de baixa renda e residentes nos rincões da periferia da cidade, ao contrário, são vistos como escórias.
Traficantes conhecidos de toda população e, até da polícia, desfilam carrões e esbanjam dinheiro à custa do sofrimento de famílias quem vêem inertes seus filhos sucumbirem aos efeitos devastadores da droga.
“SÃO BERNARDO PEDE SOCORRO”!
É claro que o município sozinho não tem condições de enfrentar o problema, mas é preciso que se tome a iniciativa conclamando os poderes constituídos através de uma ampla campanha de mobilização que envolva toda a sociedade e poder público. Uma audiência pública com as autoridades competentes é imprescindível com representantes do governo estadual, ministério público, secretaria de segurança, secretaria de saúde, secretaria de educação e sociedade civil local, todos podem ajudar nesse árduo trabalho.
Nesse diapasão, é necessário para o combate efetivo desse mal, três linhas de ação, quais sejam: preventiva, repressiva e curativa. Não dá mais para esperar, ou se toma uma providência imediatamente ou vamos assistir toda uma geração de crianças e jovens serem arrebatadas por essa epidemia devastadora que se chama crack.
- “Meu filho não é mais o mesmo, não para mais em casa, passa de semanas sem aparecer, quando aparece é para ameaçar todos aqui de casa por dinheiro para comprar a droga, não sei mais o que fazer, e o pior é que todos aqui do bairro sabem quem é o traficante que vende a droga, mais ninguém toma providência, a policia passa por aqui mais finge que não é trabalho dela, inclusive já ouvi até falar que quando eles passam é também para comprar a droga”. Relatou uma senhora moradora do bairro cidade nova, que pediu para não ser identificada.
Fica aqui o alerta e a preocupação estampada no rosto das famílias bernardenses diante desse flagelo urbano que São Bernardo vive. Não bastasse as mazelas políticas, agora essa.
ACOOOORDA! “CORIOLANO”!